O Papa Francisco e as Carmelitas…

com o papa

O Santo Padre volta a telefonar para o Convento de Lucena
As carmelitas descalças transmitem o carinho do papa aos habitantes do povoado vizinho ao convento

Por Redacao

ROMA, 05 de Agosto de 2014 (Zenit.org) – O papa Francisco voltou a telefonar para a comunidade das carmelitas descalças de Lucena, em Córdoba, Espanha, no último sábado, 2 de agosto. Desta vez, o papa transmitiu o seu “carinho, proximidade e lembrança afetuosa” ao povo de Lucena. O convento, situado no sul da Espanha, se tornou conhecido em todo o mundo no último dia 31 de dezembro, quando o Santo Padre deixou uma mensagem para as freiras na secretária eletrônica.

“O que será que estão fazendo estas freiras que não podem atender? Sou o papa Francisco e queria saudá-las neste fim de ano. Vou ver se mais tarde posso ligar de novo. Que Deus as abençoe”. Estas foram as palavras que o pontífice deixou gravadas como recado.

Nesta segunda ocasião, as freiras atenderam no instante em que o telefone tocou e puderam conversar com o papa durante 40 minutos. Francisco pediu que as carmelitas transmitissem as suas palavras aos sacerdotes da localidade, para que eles, por sua vez, as difundissem nas missas do fim de semana. A irmã Adriana de Jesus Ressuscitado, priora do convento, assim como outras duas religiosas, é argentina e conhece Bergoglio há 15 anos.

Nossa Senhora do Carmo

n sra do carmo

“Senhora do Carmo
Teus grandes favores
Qual chuva de flores
que a terra inundou
Há quase mil anos
Se dão com largueza
e a sua riqueza
Jamais se esgotou”

Hoje todo o Carmelo está em festa, e deseja transmitir a você, a alegria profunda que inunda os corações dos Carmelitas!

Celebramos a Mãe do Senhor, sob o título tão lindo de Nossa Senhora do Carmo, ou em outras palavras, Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Sob este título, Maria se nos afigura uma flor… O Monte Carmelo é Monte das flores, o Jardim de Deus, a Vinha florida do Senhor!

Ela nos convida a florir sob o olhar de Deus, como aconteceu com ela mesma.

Florir, significa deixar Deus aquecer-nos com Seu amor e transmitir aos outros esse mesmo calor suave do Amor recebido.

Santa Maria do Carmelo, floriu, na simplicidade de sua vida entregue aos desígnios de Deus. Floriu no serviço ao próximo, vendo nesse próximo, a presença do Senhor!

Para nos ensinar a humildade desse amor serviçal, ela deixou aos Carmelitas, seus Irmãos, um sinal, muito conhecido, chamado “escapulário”.

Esse pequeno tecido marrom, um pedacinho do hábito dos carmelitas, era o antigo avental dos monges, e com um avental desse nas mãos  ela apareceu a São Simão Stock, dizendo-lhe de daquele dia em diante, aquele pano marrom seria o sinal da predileção dela e  de seus cuidados, e que da parte deles caberia o compromisso de imitá-la no amor e serviço aos Irmãos, que em última análise, é amor e serviço a Deus!

Hoje agradecemos a Deus pela presença dela como nossa Irmã (assim ela se dizia) e pedimos a Ele que nos dê a graça de sermos Sua imagem viva no mundo, sempre crescendo em gratuidade e doação ao próximo!

A todos desejamos as bênçãos de Nossa Senhora, e que o escapulário seja sempre um chamado, uma convocação à imitação de Maria, tão humilde no serviço a Deus!

Alegria na fraqueza

Certa vez, Santa Teresinha, devido à sua saúde tão fragilizada pelo avanço da tuberculose,  precisou negar um favor para uma das Irmãs de sua comunidade. Na ocasião, demonstrou certa impaciencia pelo fato de a Irmã perceber que ela estava febril e mesmo assim insistir para que ela lhe prestasse aquele favor.

Se arrependendo da impaciência, escreveu uma carta a Madre Inês, sua irmã de sangue, expressando seus sentimentos a respeito do fato. Ela se viu imperfeita, mas descobriu na própria fraqueza a alegria de ser amada por Deus de modo incondicional. Compreendeu o que dizia são
Paulo: ” É nas fraquezas que me glorio, pois nelas se revelam a força de Deus!”

Abaixo, o trecho da referida carta:

Mãezinha querida, vossa filhinha ainda agora derramou mais algumas suaves lágrimas de arrependimento, mas ainda mais de gratidão e de amor… Ah! Esta tarde, dei uma demonstração de minha virtude, dos meus tesouros de paciência!… Eu que prego tão bem aos outros!!! Estou satisfeita porque vistes a minha imperfeição. Ah! Quanto bem me faz ter sido má… não repreendestes vossa filhinha embora o merecesse. Mas a isso está habituada a vossa filhinha, a vossa doçura fala mais do que palavras severas, sois para ela a imagem da misericórdia de Deus. Sim, mas… a Irmã São João Batista, pelo contrário, é habitualmente a imagem da severidade de Deus; pois bem! Acabo de encontrá-la e, em vez de passar friamente a meu lado, me abraçou dizendo-me: ( absolutamente como se eu tivesse sido a menina mais mimosa do mundo) “Pobre Irmãzinha, tive pena de vós, não quero cansar-vos, fui eu que errei, etc, etc”. Como sentisse no meu coração a contrição perfeita, fiquei pasmada que ela não me tivesse passado uma repreensão. Bem sei que no fundo, ela deve achar-me imperfeita, é porque pensa que vou morrer que me falou assim, mas não importa, só ouvi da sua boca palavras doces e ternas, então achei-a muito bondosa e eu muito má… Ao voltar para nossa cela, perguntava a mim mesma o que Jesus achava de mim, mas logo me lembrei das palavras que um dia ele disse à adultera: “Alguém te condenou?” E eu com lágrimas nos olhos respondi: “Ninguém, Senhor… nem minha Mãezinha, imagem da vossa ternura, nem minha Ir. S. João Batista, imagem da vossa justiça, e sinto que posso ir em paz, pois nem vós me condenareis.”

Mãezinha, por que é que Jesus é tão indulgente para comigo? Por que nunca me repreende? Ah! Francamente, é de se morrer de amor e gratidão…

 

Igreja, Corpo de Cristo

eucaristia

“Isto é meu Corpo que é dado por vós!”
Cristo doa Seu Corpo para Aquela que quis por Esposa, a Igreja.
Maravilhoso mistério em que, ao doar-se por inteiro, faz com que Ela mesma se torne Seu Corpo! Realiza-se assim o que está escrito: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, assim já não são dois, mas um só corpo.”
Todas as realidades terrenas, criadas e desejadas pelo Criador, convergem para uma realidade superior e eterna. Também, e podemos dizer, principalmente, o matrimônio, a união perene e profunda entre duas pessoas, foi desejada para expressar na nossa linguagem a união que Deus tem com Sua Igreja, que é cada um de nós e todos nós juntos!
Esse mistério é grande, já dizia São Paulo, e maravilhoso! Ele nos quer unidos a Si para sempre, transformados nele, sem que com isso percamos nossa identidade única. Cada pessoa é a única Esposa de Cristo, e todos juntos Somos essa única Esposa que é a Igreja!Não há porque pensar que isso seja impossível. Existe algo impossível para o Todo-poderoso?

Para Ele podemos cantar, com Ir. Glenda:
“Tu me amarás, eu te amarei, Aliança eterna entre tu e eu
Tu me amarás, eu te amarei, até que a morte nos una mais!”

Ele nos dá Seu Corpo precioso, e nós nos doamos a Ele, numa entrega total à nossa missão de amar aos irmãos!

Quem é você…

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“Você é em relação a alguém.

Cada pessoa, em sua unicidade e diferença faz emergir de você um aspecto totalmente novo de você mesmo.

Você é único em relação a cada ser único diante de quem você se encontra.”

 

Quem evita relacionamentos novos por medo de sofrer, evita seu próprio crescimento, e ainda mais, evita uma descoberta maravilhosa de aspectos desconhecidos de si mesmo. Relacionar-se é próprio do ser humano. É o único meio de amadurecermos em novidade sem deixar de ser quem somos!

Relacionar-se… um linda aventura de risos e lágrimas, de dores e alegrias e de, no fim, após insistente escolha de permanecer no amor e na doação, descobrir-se a si mesmo como sempre se desejou: livre e forte para continuar a amar, seja quem for!

A Alegria

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“Não te deixes dominar pela tristeza e nem te aflijas com teus pensamentos.

A alegria do coração é a vida do homem, a alegria do homem aumenta seus dias.

Ilude tuas inquietações, consola teu coração, afasta para longe a tristeza, porque a tristeza matou a muitos, e nela não há utilidade alguma.

Inveja e cólera abreviam os dias, a preocupação traz a velhice antes da hora.”

citação do Livro do Eclesiástico, cap. 30, 21-25

 

Teresa de Jesus e o Cantico dos Canticos

esposa de cristo 1
Santa Teresa de Jesus, apesar de ter vivido na Idade Média, tinha um espírito muito adiantado para a mentalidade de seu tempo, e possivelmente para mentalidade atual também!
Quantas pessoas não se escandalizam ao ler o Livro Sagrado do Cântico dos Cânticos? Quantas o evitam para que não lhe venham a mente o que chamam de pensamentos torpes?
Neste trecho que compartilharemos hoje veremos a visão que ela tinha de livro tão belo e precioso para a espiritualidade.

Do livro “Conceitos do amor de Deus”
Capítulo I (trechos)
“Beije-me o Senhor com o beijo de sua boca, porque valem mais os teus peitos do que o vinho…” (Ct 1,1)

Parecer-vos-á que há nestes Cânticos algumas coisas que se poderiam dizer com outro estilo. É tanta a nossa torpeza que eu não me espantaria; e até ouvi pessoas dizerem que antes fugiam de escutá-las. Oh! Valha-me Deus! Que grande miséria a nossa! Que assim como as coisas peçonhentas transformam em veneno tudo quanto comem, assim também acontece conosco, que, de graças tão grandes quanto a que nos faz aqui o Senhor ao permitir que entendamos o que possui a alma que o ama e animá-la para que para que possa falar e regozijar-se com Sua Majestade, temos de ter medo e dar sentido de acordo com o pouco amor de Deus que temos.
Ó Senhor meu, como nos aproveitamos mal de todos os bens que nos dais! Vossa Majestade buscando modos, maneiras e artifícios para mostrar o amor que nos tendes; nós, pouco experientes em amar-vos, temo-vos em tão pouco que, de tão mal exercitados nisso, permitimos que os pensamentos vão para onde estão sempre e deixam de pensar nos grandes mistérios que esta linguagem, dita pelo Espírito Santo, encerra em si. Que mais seria necessário para nos acender em Seu amor e pensar que boa razão tivestes para empregar este estilo?
Eu me lembro de ter ouvido um religioso fazendo um sermão muito admirável que se dedicou em especial a falar dos regalos com que a Esposa tratava com Deus. E houve tantos risos que o que ele disse foi tomado tão mal, porque falava de amor, que eu fiquei espantada. E vejo com clareza ser o que tenho dito: praticamos tão mal o amar a Deus que não nos parece possível que uma alma trate dessa maneira com Ele.
Contudo, conheço algumas pessoas que tiraram disso tão grande bem, tanto prazer, tanta libertação de temores que tiveram de dar louvores a Nosso Senhor muitas vezes, esse Senhor que deixou um remédio saudável para que as almas que o amam com amor ardente entendam e vejam que é possível Deus se rebaixar tanto. Elas veem aqui demonstrada a sua segurança!
E sei de uma que ficou muitos anos com muitos temores, não havendo quem lhes desse segurança até que o Senhor fosse servido de que ela ouvisse algumas coisas dos Cânticos, e nelas entendesse que sua alma estava no caminho certo.